Método · Rotina

Como estudar para a OAB trabalhando: um plano realista

Atualizado em 5/8/2026

A maioria dos candidatos ao Exame de Ordem não tem o dia livre: trabalha, estagia, cuida de casa — e estuda nas bordas. Este plano não promete milagre; ele parte da estatística real da prova para responder à única pergunta que importa quando o tempo é curto: onde cada meia hora rende mais?

1. Aceite a matemática da prova

São 80 questões e a aprovação exige 40 acertos, sem mínimo por disciplina. Nas últimas quatro edições, seis disciplinas — Ética, Civil, Trabalho, Constitucional, Processo Penal e Processo Civil — somaram em média 42 questões. Quem tem pouco tempo não precisa (nem consegue) cobrir o edital inteiro: precisa dominar o núcleo que a banca repete (a tabela completa).

2. Transforme tempo morto em tempo de prova

Deslocamento, fila, almoço, academia: numa rotina cheia, esses intervalos somados costumam ser a maior janela de estudo disponível do dia. O formato que cabe neles é o áudio curto — aulas de poucos minutos, que começam e terminam dentro do intervalo, sem depender de mesa, caderno ou tela.

O critério de qualidade: cada áudio precisa entregar um ponto testável — uma regra, um prazo, uma pegadinha recorrente — e não uma palestra. Vinte minutos de ônibus viram, assim, cinco ou seis pontos de prova revisados.

3. Constância vence maratona

O domingo de 8 horas de estudo é heroico e raro; meia hora todos os dias é modesta e acontece. Para memória de longo prazo — prazos, quóruns, hipóteses de cabimento —, a repetição espaçada em doses diárias fixa mais do que a imersão única. Flashcards nos intervalos e revisão do que caiu de novo à noite fecham o ciclo.

4. Estude pelas questões, não pela doutrina

Com tempo curto, a fonte mais eficiente é a própria banca: questões reais das edições anteriores. Os temas se repetem, a forma de perguntar se repete, as pegadinhas se repetem. Resolver as provas passadas é ensaiar a próxima — e revela, de graça, o seu mapa pessoal de lacunas.

Um dia realista, na prática

Isso soma menos de uma hora líquida — e cobre aquisição, fixação e teste, todos os dias.

Tudo que a 1ª fase cobra, no seu fone

Você não precisa de outra apostila de mil páginas nem de videoaula de três horas. Precisa do que funciona com pouco tempo: aulas de 3 minutos, cada uma tirada de uma questão oficial da FGV, fáceis de ouvir no ônibus, na fila do café ou na esteira — e um app com flashcards e revisão das questões que mais caem, que devolve o conteúdo na hora exata em que você ia esquecer. Para o bacharel que trabalha e para o estudante que ainda nem colou grau, é a preparação inteira da 1ª fase num lugar só.

R$ 49,90 por mês, mês a mês — sem contrato de 12 meses, sem multa para sair e com 7 dias de reembolso garantidos por lei. Os preparatórios do mercado cobram, em média, R$ 913 por ano, parcelados em 12 vezes que continuam correndo depois da prova.

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